Exposição História contada por elas

Blog NAMI

Exposição “História contada por elas”

De 08 de março a 30 de abril

Abertura: Sexta-feira, 08 de março – Dia Internacional da Mulher, das 18h às 21h

 

Extensão da Galeria Urbana da Escola Sesc de Ensino Médio – Criação do mural  “História contada por elas”

Produção aberta à visitação do público de 11 a 15 de março

Inauguração: Sexta-feira, 15 de março, das 18h às 20h

 

Oficina de Graffiti Temático sobre o 8 de março

De 11 de março, das 11h às 15h

Os participantes serão convidados a refletir o por quê da escolha do dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher com a construção de mural coletivo, pintado com sprays e pinceis na extensão da Galeria Urbana a Céu Aberto da Escola Sesc de Ensino Médio.

O encontro contará com dois momentos: Debate e planejamento criado a partir de esquete teatral e a execução do mural.

* Para participar, basta preencher a ficha de inscrição e  enviar para o e-mail assessoriadeculturaesem@gmail.com

Download da ficha de inscrição: https://teatroescolasesc.files.wordpress.com/2013/02/ficha-de-inscric3a7c3a3o-oficina-nami.pdf

 

Quem são as artistas da Exposição História contada por elas?

 

Alinne Kristine

Alinne Kristine é filha de pai militar e morou em quatro regiões do Brasil, o que a ensinou a valorizar a diversidade cultural. Diante da necessidade de registrar essas experiências, a câmera tornou-se uma aliada. Para a exposição História contada por elas, Kristine apresenta em um varal, um conjunto de 10 fotografias que retratam o pôr-do-sol em diferentes cidades do Brasil. Utiliza o contraste como veículo a um instante de conexão do observador com a natureza, contando sobre o sublime deste momento independente do lugar em que se esteja.

Anat. Lochi e Chimenia Sczesny

Juntas, as artistas Anatacha e Chimenia desenvolvem projetos cuja temática está ligada às ações que possibilitam a reflexão sobre a estética urbana nas metrópoles. Buscam por respostas para entender como a arte atualmente se relaciona com a sociedade contemporânea, quais os meios que ela utiliza, quem são seus observadores e quem o artista é, iniciando uma pesquisa sobre a não arte e o cotidiano. Transformar um espaço através da arte é uma ótima oportunidade para a sensibilização da importância de ações que possibilitem a reflexão. No banheiro do Espaço Cultural Escola Sesc as artistas fazem associações entre obra e espaço, espaço e espectador, e espectador e obra através da produção e releitura de imagens, transformadas em serigrafias e impressas em adesivos.

APAS

Ana Paula Alves, a APAS, cria para a exposição uma grande tela de abstração geométrica. A trama estética criada em sua obra é inspirada nos Asurini do Xingu, tribo indígena com um elaborado sistema de artes gráficas, pelo qual se apaixonou há uma década quando começou a criar grafismos nos postes de luz da Lagoa da Conceição em Florianópolis. Na tribo Asurini, as mulheres são responsáveis pelas pinturas, que APAS resignifica com traçado que contam histórias de pessoas entre memórias, sonhos, poesia e até uma pintura de si. APAS conta que nesta abstração geométrica também está a sua abstração, pois para o observador, novos significados e histórias ainda poderão ser traçadas.

AP Stelling

Stelling é designer de moda e em seu estúdio resignifica tecidos a partir de novas composições. Também é grafiteira e entende suas intervenções como forma de revitalizar os espaços degradados da cidade. Neste processo de dar “uma cara nova” às coisas, para esta exposição, Stelling recolhe objetos abandonados nas ruas e, como a própria artista proclama, os transforma em objetos de desejos a partir de suas intervenções, questionando, assim, os limites entre a abjeção e o desejo.

Baker

É uma manhã e Baker está sendo banhada por seus pais em frente de sua casa. Com um sentimento de plenitude, onde nenhuma questão moral é capaz de interferir neste momento de rara harmonia familiar. Este foi um sonho que a artista um dia teve e que a intrigou.  Desde então, inspirou-a em trabalhos experimentais. Na obra “O Banho de Baker” a artista lava todas as suas frustrações, dificuldades e dor criadas por situações ruins, acumuladas por sua personalidade tímida que por muitos anos a aprisionou em uma baixa autoestima. A partir daí, como em um ato religioso, Baker está pronta para viver sua vida.

Cacá

Carmen Lúcia, conhecida como Cacá, é química de profissão e artista por paixão. O fato de ser negra e mulher proporcionou obstáculos em sua vida, mas fez uso de sua grande alegria de viver como potente arma para a superação das dificuldades. Este seu sentimento é a inspiração para as formas e cores vibrantes das negras pintadas como autorretratos da artista. Para a exposição História contada por elas estas são retratadas em um lado da “folha” do caule do bambu lixo. Cacá acredita que sua série de negras possa torná-las visíveis nesse mundo de preconceitos.

Enjoy

Artista autodidata, Enjoy cria linhas orgânicas inspiradas nas formas e texturas que observa deste nosso mundo. Um grande tecido transparente evidencia seus traços e promove uma mudança na “áurea” do ambiente da galeria.

Liks

Grafiteira desde os 13 anos de idade, Liks já pintou em muitos bairros de sua cidade. Moradora de uma comunidade na Ilha do Governador, hoje com dezessete ano, terminou seus estudos na Rede Pública de Ensino e tem o sonho de se tornar juíza e poder, desta forma, agir para uma sociedade mais igualitária. Em sua vida pessoal, presenciou violência intrafamiliar e esta experiência a fez perceber a importância de nos conhecermos enquanto mulher. Na pintura intitulada “A Mulher”, que poderá ser vista durante a exposição no Espaço Cultural Escola Sesc, a jovem artista debate os valores que cercam a mulher contemporânea.

Li Oliver

Aline Oliveira é pesquisadora de história e crítica de arte. Nos últimos tempos arriscar-se com trabalhos de performance e produção de cadernos afetivos. Para a exposição História contada por elas, Li apresenta uma série de desenhos com colagens que produziu no decorrer de 6 semanas ansiando dar voz a suas inquietações. Neste período, por problema de saúde, encontrou-se privada de fazer as coisas até mais simples na qual gostava: ler, escrever, falar e admirar o céu. Impossibilitada de ir e vir, a qualquer momento e a qualquer hora, com suas vontades cerceadas por ordens médicas e falta de condições físicas que colocou em teste, produziram muitos diálogos e reflexões sobre os seus muitos “EUs”. Retratou-se em situações fictícias e muito improváveis nas quais se colocava só, como sentada em Saturno observando uma chuva de meteoros. Biográfica e auto ficcional, a série é como um grito pela liberdade que almejava, como descreve a artista.

Lya Alves

Cristã, Lya Alves começou a pintar por questões de fé, por acreditar em um mundo melhor, e na arte como uma ferramenta neste processo. Em suas pinturas, abusa de um conjunto cromático para expressar seus sentimentos em relação ao objeto a ser retratado, muitas vezes, alunos e outras pessoas próximas. Cria para esta exposição, uma íntima narrativa contada através de fotografias de sua vida.

Mikaelli Pinna

Estava Mika indo a um encontro quando se deparou com pássaros. Neste momento, passou em sua imaginação o quanto maravilhoso seria ter aquela liberdade de voar; pensou de onde eles deveriam estar vindo e para onde iriam; imaginou o que faria se fosse um deles. Mika primeiro o desenhou e depois o pintou em um muro como forma de falar sobre este desejo de liberdade. Grafiteira, é nesta produção que se percebe mais próxima desta liberdade. Por este motivo, na exposição História contada por elas, Mikaelli retrata duplamente esta sensação quando recria sua imagem pintando um pássaro.

Nina Franco

A obra da jovem artista Nina Franco é influenciada por fatores que vão desde o seu trabalho com fotografia comercial, à sua vida no subúrbio do Rio de janeiro e sua militância anarquista. A forma como a sociedade observa as mulheres contemporâneas é uma importante referência. Em “Leave me Shout” (Me deixe Gritar) Nina exibe fotografias que pensam as relações de beleza, repressão e representação da mulher. A fotógrafa retrata com a nudez, sentimentos diante da opressão, violência e ódio. Em sua série, Nina procura por beleza, tanto natural quanto inerente.

Vanessa Rosa

Moucharabieh é um elemento arquitetônico comum na cultura árabe, constituído normalmente de estreitas tiras de madeira organizadas num plano geométrico deixando vários espaços vazios como parte do desenho. Tal elemento era importante por sua propriedade de facilitar a circulação do ar, porém diz-se que sua função essencial era esconder as mulheres dos olhares da rua, de modo a permitirem-nas ficar a espreita nas janelas sem serem vistas. Explorando o debate em torno da questão das mulheres, Vanessa cria para o Espaço Cultural Escola Sesc um de seus Moucharabiehs com uma espécie de cortina de plástico cristalino pintado de preto que revela através do seu desenho transparente das áreas não pintadas uma outra imagem, feita de papel vegetal. A cortina apresenta uma paisagem do centro da cidade do Rio de Janeiro à noite, como se pudéssemos ver apenas as janelas iluminadas, pois ao se colocar uma luz atrás da obra, suas transparências se tornam um desenho. Através de suas pequenas janelas pode-se ver um desenho de uma mulher nua que observa o espectador.

Walmira de Oliveira

A memória torna possível a manipulação do passado e, assim, criam-se várias verdades para um mesmo fato. Fragmentos de espaços e tempos, restos de épocas e locais onde apenas habitam memórias e fantasmas. Vestígios de coisas sobre as quais o tempo, os elementos, a natureza e a própria ação humana modificaram e modificam. Restos, destroços, resíduos, vestígios, fragmentos, passado, incompletude, efêmero, ausência, presença, morte, impermanência. Ruínas. Walmira é estudante de filosofia da UFRJ e suas pesquisas estão voltadas para a questão da memória através do registro de casas e espaços urbanos abandonados. Trabalha com fotografia, vídeo, gravuras, dispositivos sonoros e textos.

Ficha técnica:

Parceria e Realização Rede NAMI

Curadoria Geral: Panmela Castro

Produção Geral: Ana Paula Gualberto

Arte-educadoras: Natália Tainá e Daniele Kitty

Assistentes de montagem: Tadeu e Leonardo

www.redenami.com

 

Artistas da Oficina

 

Mel Graffiti

Alexandra Fonseca queixa-se de, no passado, as pessoas a chamarem de “Bicho do Mato”. Acostumada ao ambiente privado, não tinha muitas oportunidades de conhecer o Rio de Janeiro e angustiava-se em se aventurar por lugares distantes de sua casa no município de Duque de Caxias. Toda esta história ficou para trás quando iniciou sua jornada no graffiti, proporcionando que conhecesse diversos lugares distantes do seu e perdesse o medo de perambular pela cidade.  Uma vitória que a transformou na Mel Graffiti, uma artista muito carismática que está sempre de bem com a vida e pronta para ajudar o próximo. Mãezona de três filhos adolescentes orgulha-se da família que construiu e no mural criado para a Escola Sesc, Mel pintará três tipos diferentes de mulheres para falar sobre a violência doméstica e contribuir para que outras mulheres possam se orgulhar também de seu relacionamento familiar dando uma dica importante: Não se calem! Ponham para fora suas marcas que só assim nós mulheres iremos nos libertar da violência!

Oli

Oli tem 56 anos e sempre gostou de contribuir para sua comunidade. Integrante da Rede NAMI desde sua fundação, encontrou no grupo a intercessão de seu empenho para as causas sociais e sua paixão pela arte. No princípio, sentia-se um pouco receosa por ser a integrante com mais idade, mas, pouco a pouco, destacou-se e ganhou espaço. Oli também corre maratonas e toda sua disposição de garota poderá ser acompanhada durante a produção do grande mural para a Escola Sesc, onde pintará a história das mulheres que através de suas caminhadas constroem os seus sonhos. O mural Perseverança no caminhar contará peças marcantes de sua produção como sapatos cheios de adereços coloridos, lembrando dos momentos em que nós mulheres encontramos dificuldades. Mas, que apesar de às vezes, estas nos fazerem “quebrar o salto”, ainda assim, se perseverantes, alcançamos nossos objetivos.

Siss

Simone Sapienza, formada em Propaganda e Marketing e artista plástica desde 1995, vive atualmente em Atibaia, SP. Sua história na Street Art começou a partir de um workshop de stencil art pela Prefeitura de Atibaia em 2010. A partir desse encontro, Simone Sapienza virou SiSS, a artista urbana, rapidamente reconhecida pelo seu trabalho de alta qualidade recheado de toques ácidos de humor. Utilizando stencil e a serigrafia (lambe-lambes) na maioria de suas criações, que são cheias de ícones e super-heróis em situações muito humanas, questiona o observador e seus dogmas, tirando-o de sua zona de conforto e fazendo com que se reconheça na obra. Utiliza muitos textos de autoria própria, combinando-os com as imagens. Teve suas obras expostas em Paris, Berlin, Hungria e em museus nacionais como Museu de Arte Sacra de São Paulo, MIS (SP) e Galeria Matilha Cultural. Em 2012, Siss foi a artista escolhida pela cantora Madonna para criar a capa do single MDNA.

http://www.siss1.com.br/

Shalak Attack

Artista visual Canadense, descendente de chilenos, licenciada com honras em Artes Visuais da Universidade de Concordia (Montreal, Quebec – Canadá), Shalak compartilha seu amor pela liberdade de expressão através de oficinas de arte com jovens de comunidades carentes. É membro e co-fundadora dos coletivos artísticos internacionais o “Festival Essencia”, “As Bruxas Crew” e “Os Clandestinos”. Na sua prática artística Shalak combina a alma e a estética do muralismo tradicional Latino Americano com o graffiti contemporâneo e arte urbana, utiliza as cores como ferramenta para criar narrativas visuais que celebram e questionam a identidade cultural e os valores sócio-políticos. Seus murais contribuem para a conscientização, para o desenvolvimento pessoal e cultural nos espaços públicos e nas comunidades que os entornam. Atualmente, Shalak mora e trabalha em São Paulo, junto a seu esposo e colaborador artístico ´Smoky`, onde continua a desenvolver seus projetos artísticos internacionais como artista plástica e educadora social. Nos últimos dez anos participaram em diversos projetos artísticos e exposições no Canadá, Chile, Brasil, México, Palestina, Jordânia, Franca, Bélgica, Espanha, Republica Dominicana, Senegal e Venezuela.

www.shalakattack.com

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