IV FEstA! Festival Estudantil de Artes

A história é feita pelo povo e escrita pelo poder

Glauber Rocha

Conservadora e inovadora; tradicional e contemporânea; cotidiana e extra-cotidiana; corriqueira e profunda: a Cultura Popular, feita pelo povo e para o povo, é o tema da quinta edição do FEstA! – Festival Estudantil de Artes.

Por vezes paradoxais, as definições conceituais sobre a Cultura Popular são tentativas de dar conta desse complexo de padrões de comportamento que abrange diversas áreas do conhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, ideias, hábitos, tradições, usos e costumes, artesanatos, folclore, etc. Esse complexo de relações que caracterizam as sociedades, que as diferenciam e as aproximam umas das outras.

Quase sempre passada oralmente, a Cultura Popular tem como força motriz o artista, o povo, a periferia, e mais importante que o “produto”, é o enorme potencial de transformação da realidade onde se inserem. Ela não escreve a história, mas a constrói. E segundo essa perspectiva, fora da indústria cultural, podemos pensar que toda cultura é, por definição, popular.

O samba, a feijoada, o grafite, o rap, o hip-hop, o funk, dos centros urbanos da região sudeste; o forró (e o forró-eletrônico), a rabeca, o maracatu, a ciranda, o azeite de dendê, da região nordeste; o açaí, o cupuaçu, o boi-bumbá de Parintins, da região Norte; o fandango, a “jardineira” (ou “trança”), o churrasco, o chimarrão da região sul; as cavalhadas, o arroz com pequi da região centro-oeste, são apenas alguns pouquíssimos exemplos que vêm rapidamente à cabeça, quando pensamos nas manifestações culturais que caracterizam as diferentes regiões de nosso país.

Não queremos colocar em pauta o suposto antagonismo: cultura popular versus cultura erudita, tão pouco buscar definir diferenças (como “o que é  popular ou o que é pop”) mas, como brincantes, jogar com essas fronteiras, com essas fricções, com esses contatos. Visamos dar espaço e voz à estudantes, artistas aprendizes, das áreas de cinema, dança, gastronomia, literatura, música, rádio e teatro, que estão reinventando, a cada dia, a Cultura Popular brasileira e fazendo dela um agente de transformação social.  Nossa ideia é tornar o Festival, um espaço vivo para troca de saberes.

Alunos de ensino médio do Rio de Janeiro que pesquisam contação de histórias e boi-bumbá; orquestra estudantil experimentando o repertório de Luiz Gonzaga; curso de extensão em melodrama e circo-teatro, especialização em danças populares, monografia, por exemplo, sobre palhaços: essas são algumas das ricas misturas, de experimentações de construção de outros discursos acadêmicos, de uma “escrita” do popular, que traremos para nosso “caldeirão” do IV FEstA!.

Gênios em recriar a poesia do cotidiano, Nelson Rodrigues e Luiz Gonzaga, serão nossos homenageados neste ano em que completariam seu centenário.

O Festival começa no dia 29 de setembro e vai até o dia 07 de outubro de 2012.

Programação 

29/09 – 15h – Ópera do Malandro (Exibição do DVD da peça)

30/09  18h – Jovens Dramaturgos I

01/10 – 10h as 15h – Oficina de Hip Hop com Julio Rocha

01/10 – 16h30 – Rapper x Repentista

01/10– 18h30 – Apresentação de danças populares com o grupo Maracutaia

02/10 –16h30 – Valsa nº 6 (Mirateatro! Espaço de estudos e criação cênica Instituto de Artes da UERJ / RJ)

02/10 – 18h30 – Sarau

02/10 – 10h as 15h – Oficina de Contação de História com Gustavo Barros

03/10 – 16h – Contadores de História + O Brinquedo do Boi

03/10 – 17h30 – Tributo a Luiz Gonzaga com o grupo Imbalança

03/10 – 18h30 – Belelê Balaio – Uma Comédia em Cordel (Cia de 4 no Ato / RJ)

04/10 – 14h – Apresentação de escritos acadêmicos

04/10 – 16h – I Mostra de esquete

04/10 – 18h30 – Deus e o Diabo na Terra do Sol (Cia Provisória / RJ)

05/10 – 10h as 15h – Oficina de Melodrama com Paulo Merísio e Cia. Melodramática do Rio de Janeiro

05/10 – 18h – Jovens Dramaturgos II

06/10 – 17h – Apresentação Nelson no Banco

06/10 – 23h – Melodrama da meia noite (Cia. Melodramática do Rio de Janeiro / RJ)

07/10 – 12h – Feijoada + Roda de Samba com alunos do Uzina, grupo Mafuá de Iaiá e Ritmistas da Portela

– Ópera do Malandro (Exibição do DVD)

29/09 (sábado) – 15h

Autor: Chico Buarque de Hollanda

Diretor: Ana Luíza Silveira

No dia 29 de setembro, para abrir o IV Festival Estudantil de Artes, será exibido pela primeira vez a gravação do espetáculo Ópera do Malandro, montagem de 2011 da Cia Elettrone. A Cia Eletrrone é um grupo teatral formado por alunos da Escola SESC de Ensino Médio. Em 2011 a Cia encenou o espetáculo Ópera do Malandro, de Chico Buarque, sendo um grande sucesso.

Sinopse da peça: Musical de Chico Buarque, em que a dramaturgia é passada no bairro da Lapa no Rio de Janeiro da década de 1940, já na fase final do Estado Novo. O enredo desenvolvido por John Gay, em A ópera do Malandro, de 1728, e Bertolt Brecht, em colaboração com Elisabeth Hauptmann, com música de Kurt Weill, em A Ópera dos Três Vinténs, de 1928, um dos maiores sucessos de Berlim dos anos 20. A peça foca a rivalidade entre o comerciante, dono de bordéis, Fernandes de Duran e o contrabandista Max Overseas. O embate entre dois inimigos ganha intensidade quando a filha de Duran, Teresinha de Jesus, se casa em segredo, com Oversas.

Ficha Técnica:

Autor: Chico Buarque / Direção: Luíza Silveira /Direção musical e regência: Sérgio Sansão / Coreografia: Adriana Coelho / Figurinos: Ana Rondon / Cenografia: Lori Nogueira / Elenco: Companhia Elettrone / Música: Orquestra e Vocal Jatobá

Duração: 2h30min | Classificação:16 anos

Necessária inscrição prévia*

– Jovens Dramaturgos I

30/09 (domingo) – 18h

Para realizar as montagens finais das oficinas de teatro da Escola Sesc de Ensino Médio deste ano, foram escolhidos dois textos premiados pelo I Concurso Jovens Dramaturgos (2011): “A rosa e o vento”, de Elise Vasconcelos Braga; e “O menino que visitou a Lua”, de Tauã Barbosa Delmiro. Os textos serão encenados pela Cia. Elettrone. Formada em 2008 e dirigida pela Professora Luiza Silveira, com poucos anos de existência a companhia já apresentou ousadia e inovações em espetáculos como: Despertar da primavera, Capitães de areias, Bem Amado, Sonho de uma noite de verão, Morte e Vida Severina e Ópera do Malandro.

A Rosa e o Vento

Narrador: Matheus Lourenço, Tulio Maia e Carolina Silveira / Derwind: Fabio Velasco / Thali: Gabriela Lima / Orates: Petterson Gherlandi / Flora: Jeane Fagundes / Melpo: Lucas Soares / Rosa: Luciana Costa

O Menino que visitou a lua

Lua: Rayane Rosignoli, Clara Lima, Tais Sawaki / Maria: Ana Carolina Marendino / Pedro: Artur Junges

Necessária inscrição prévia* 

– Oficina de Hip Hop

01/10 (segunda-feira) – 10h às 15h

A oficina trabalhará as noções de Hip Hop e danças urbanas desenvolvendo estratégias e criando situações de aprendizagem onde o participante se sinta confortável e confiante nesta linguagem. A oficina poderá ser vivenciada por todas as idades e irá trabalhar: aquecimento, equilíbrio, percepção do espaço, consciência corporal, técnicas de danças urbana, contemporânea e Hip Hop que se misturam a exercícios de resistência, condicionamento, alongamento, exercícios coletivos e em dupla, elaboração de dinâmicas e coreografias, desenvolvendo a capacidade criativa de cada aluno.

Ministrantes: Julio Rocha

Capacidade de inscritos: 25

Classificação Etária: 16 anos

Tem como principal área de atuação o Hip Hop, Dança Contemporânea e Capoeira. Atua como bailarino e Coreografo da Cia Khoros de Dança, Banda Groove Box entretenimento e  Bonde do Tigrão. Atuou na Cia Teatral Inconsciente em Cena sob direção de Antonio Quinet, Cia Urbana de Dança sob direção de Sonia Destri. Diretor do Grupo S.A.R Seguidores da Arte de Rua e criador do nivelamento de Hip Hop.

Necessária inscrição prévia*

– Rapper x Repentista

01/10 (segunda-feira) – 16h30 

O rap e o repente são artes de origens diferentes. Esta vem do nordeste brasileiro, aquela dos guetos norte americanos. Apesar de cada uma possuir métrica própria, ambas sobrevivem de ritmo, poesia e improvisação. Nesse contexto o FEstA! propõe a apresentação em conjunto do rapper FLIP e do repentista Miguel Bezerra com o objetivo de por à prova as divergências e os pontos em comum de ambas as artes.

– Apresentação de danças populares

01/10 (segunda-feira) – 18h30

Em sua pesquisa musical, o Maracutaia mantém o maracatu de baque virado como grande fonte de inspiração, adicionando vários outros ritmos e influências de outras manifestações culturais e da cultura moderna. O Maracutaia se exercita na mistura, mesclando cantos da tradição do maracatu e do estudo rítmico baseado em seus instrumentos com os ritmos do xangô, do candomblé e do baianá.

Ficha Técnica:

Fabio Maciel: Percussão e voz / Lina Miguel: Voz e Percussão / Thiago DiDeus : Percussão / Leon Miguel: Percussão / Miguel Jorge: Voz / Nana Orlandi: Percussão e backing vocais / Pedro Rondon: Percussão / Leonardo Quintella: Percussão / Pedro Moraes: Percussão / Pedro Henrique: Percussão / Laís Salgueiro: Dança / Suel Biette: Dança / Morgana Maselli: Dança

Duração: 60min | Classificação: Livre

– Valsa nº6 (Mirateatro! Espaço de estudos e criação cênica – Instituto de Artes da UERJ)

 02/10 (terça-feira) – 16h30

Autor: Nelson Rodrigues

Direção: Nanci de Freitas

Valsa nº 6, escrita por Nelson Rodrigues em 1951, é um monólogo (nesta montagem, encenado com três atrizes) que aborda o universo subjetivo de Sonia, que vive a transição de menina para mulher. O enredo da peça gira em torno dos devaneios e da reconstrução da memória dos acontecimentos que precedem o assassinato da mocinha, de 15 anos de idade. A personagem oscila entre a menina, que pula amarelinha e canta cantigas de roda, e a adolescente, que tem desejos por um rapaz e o fascínio pela morte, natural desta fase. Sonia absorve para si figuras e sensações que rodeiam suas lembranças, numa explosão de desejos, raiva e loucura, demonstrando ter uma personalidade múltipla. Ao passar dos planos da memória para o da alucinação, ela interpreta vários personagens, como o pai, a mãe, o coro dos vizinhos e o Dr. Junqueira, médico da família, que tudo indica teria sido seu assassino. A exasperação dos conflitos de Sonia se manifesta na obsessão em tocar, ao piano, a Valsa nº 6, de Chopin, a qual ela retorna compulsivamente. É nesse fluxo delirante que ela busca a platéia para um ato confessional, por meio do qual seu processo mental e sua subjetividade se revelam no limite da morte, da morte da inocência.

Ficha Técnica:

Autor: Nelson Rodrigues / Direção: Nanci de Freitas / Elenco: Elizeth Pinheiro, Natasha Saldanha, Raquel Oliveira / Figurinos: Sidiney Rocha / Iluminação: César Germano / Assistente de iluminação: Shirlei Rodrigues / Cenografia: Pedro Henrique Borges e Laríssa Amorim / Criação sonora: Eloy Vergara e Pedro Carneiro / Produção da trilha sonora: Eloy Vergara / Vídeos: Laríssa Amorim e Pedro Henrique Borges / Orientação de movimento: Maria Lúcia Galvão / Texto do programa: Elizeth Pinheiro / Foto do cartaz: Laríssa Amorim / Fotos de cena: Alba Ribeiro, Maria Lúcia Galvão, Victor Hugo Fonseca / Produção: Pedro Henrique Borges / Assistente de produção: Ana Paula Cabral / Coordenação geral: Nanci de Freitas

 Duração: 60min | Classificação:16 anos

 

– Sarau

02/10 (terça-feira) – 18h30

Música, dança, artes visuais, literatura, circo, cinema, etc. Realizado em parceria com o Grêmio Antônio de Oliveira Santos da Escola SESC de Ensino Médio, com uma escola parceira a ser definida e o Projeto Casa Jovem da Rocinha, o sarau do FEstA! é um espaço aberto para a expressão de todas as linguagens artísticas, para o encontro, a confraternização  e a troca de experiências entre jovens estudantes.

– Oficina de contação de história

02/10 (terça-feira) – 13h às 18h

Através de jogos teatrais e musicais a oficina trabalhará sobre os estados emocionais, a compreensão da história, a utilização da palavra, a criação da “imagem da palavra”, a fisicalidade, o entendimento e a expressão da história através do corpo, das ações, dos gestos, a utilização do espaço, a relação com objetos e a relação com a platéia.

Os participantes devem trazer decorada uma pequena história (de no máximo 5 minutos) e objetos que possam ser utilizados para contar esta história.

 Ministrantes: Gustavo Barros

Capacidade de inscritos: 25

Classificação Etária: 16 anos

Gustavo Barrosé ator, músico, contador de histórias, manipulador de bonecos e professor de musicalização e teatro para crianças e adolescentes. Formado pela Escola Técnica de Teatro Martins Pena em 2005. Realiza diversos trabalhos como ator e músico desde 1996. Frequentou cursos como: Tablado (96/97) e Cal (94). Especializou-se em narrativa para crianças contando histórias desde 2005 em escolas, SESCs, clubes e eventos, com sua própria Cia: “Pé do Ouvido”. Desde 2007 integra a Cia Pequod de teatro de animação.

Atividade exclusiva para alunos da Escola Sesc de Ensino Médio

– Contadores de história + O Brinquedo do Boi

03/10 (quarta-feira) 

Local: Escola Municipal Zélia Braune

O auto do boi encenado em diversas regiões do Brasil com feições e nomes diferentes, apresenta a versão popular para o ciclo da vida e o desejo de renovação, seja no período junino, natalino ou até em festejos de carnaval. A simplicidade da história, do boi mais amado da fazenda que morre e magicamente ressuscita, simboliza a manutenção da alegria da festa popular.

Na oficina “Vem brincar, meu boizinho”, no FEstA! por meio das personagens do Boi Muleque Garboso, do Centro Educacional Anísio Texeira, o batalhão, nome dado ao conjunto dos brincantes do boi, será convocado para apresentar seu folguedo às crianças, utilizando os bonecos e adereços do grupo para fazer a garotada dançar e cantar.

A base da oficina é um projeto do CEAT – Centro Educacional Anísio Teixeira, reconhecidamente uma escola de vanguarda no campo artístico-pedagógico, cujo processo autoral envolve alunos, professores e pais na elaboração das toadas, da coreografia, do enredo, dos adereços, bonecos, máscaras e figurinos.

Para nosso FEstA! convidamos um grupo de jovens contadores de história da Escola Sesc de Ensino Médio para se apresentarem juntamente com os brincantes do Boi.

– Vem Imbalançar, vem!

“Por farta d’água perdi meu gado / Morreu de sede meu alazão”*.

Realidade do sertão brasileiro era o que Luiz Gonzaga – popularmente conhecido como Gonzagão –  transformava em melodia, com grande maestria. Figura marcante no cenário da música popular brasileira, o nosso Rei do Baião faria cem anos em 2012. Para comemorar esse momento especial em nossa cultura popular convidamos o grupo Imbalança para fazer um tributo ao grande mestre.  Com um repertório diferenciado e irreverente traremos a essência das terreiradas nordestinas.

*Luiz Gonzaga- Asa Branca

Local: Palco

Horário: 17h30

Duração: 60min | Classificação: livre

Ficha Técnica: Tyaro Maia – Voz / Lulu Antunes – Voz e  Sanfona / Eduardo Souto Xavier – Violão 7 Cordas / Diogo Acosta- Flauta e Sax / Pedro Amparo – Percussão / Gil Neves – Bateria / Leon Miguel – Percussão

 

– Belelê Balaio – Uma Comédia em Cordel (CIA DE 4 NO ATO)

03/10 (quarta-feira) – 18h30

Autor: Gilvan Balbino

Diretor: Gilvan Balbino

Um espetáculo de inspiração folclórica que dialoga com as muitas versões dos contos de Câmara Cascudo. Maria Muxibenta quer casar suas três filhas: Maria Sem Graça, Maria Com Graça e Virgem Maria. Mas para isso, o futuro marido tem que ser rico, bonito, ou de preferência, as duas coisas. Uma comédia em cordel baseada nos delitos populares de personagens que se confundem com pessoas comuns do nosso cotidiano. Desejos, anseios, preocupações entrelaçados por uma comicidade e interação com o público para chegar o desenvolvimento da trama. A trajetória das Irmãs Marias, as peripécias de Anjos da Guarda e os anseios de uma Mãe Protetora propõem um divertido jogo cênico, onde 4 atores alternam entre personagens, cuidando de deixar a história dinâmica e irreverente, como convém ao repertório da cultura popular brasileira. Muitas rimas, intrigas e canções de cunho popular, ganharão a cena e, se os Deuses do teatro permitirem, o coração do público. “Belelê Balaio” continua conquistando o país com a ciranda e o maracatu, se alimentando de sonhos, que movem o trabalho do artista e que garantem o aplauso da platéia.

Ficha Técnica:

Texto e Direção: Gilvan Balbino / Cenografia, Figurinos e Adereços: Pâmela Vicenta / Assessoria de Cordel: Graça Coelho / Sonoplastia: Folclore Brasileiro / Elenco: Bruno Olivieri, Fillipe Neri, Gilvan Balbino e Pâmela Vicenta

Duração: 50min | Classificação: livre

 

– Apresentação de monografias

04/10 (quinta-feira) – 14h

Estudos abarcando o tema da cultura popular que fomentem a discussão do tema e sugiram novas ideias e aprofundamento das reflexões é a proposta da Apresentação de Monografias do FEstA!

Será um momento de debate. Um edital de seleção será aberto e após o trabalho de curadoria, quatro trabalhos serão selecionados.

Contaremos com a presença de quatro professores convidados que irão compor a mesa de debates.

( Receberemos escritos até o dia 17 de setembro. Mais informações em: https://teatroescolasesc.wordpress.com/2012/09/04/iv-festa-apresentacao-de-escritos-academicos/)

– I mostra de esquetes

04/10 (quinta-feira) – 16h

Uma parceria entre a Assessoria de Cultura e a equipe de Artes Cênicas da Escola SESC de Ensino Médio, a I Mostra de Esquetes do Banco de Textos visa fomentar o estudo teatral e o desenvolvimento artístico dos alunos da ESEM. A partir de uma pré-seleção de textos teatrais de diversos gêneros (comédia, tragédia, drama, etc.) realizada pela equipe do Banco de Textos da Assessoria de Cultura, alunos regularmente matriculados nas oficinas de teatro desenvolveram suas esquetes (de no máximo 10 minutos) com supervisão da Equipe do Banco de Textos e da professora de teatro Luíza Silveira. A Mostra não possui caráter competitivo.

-Deus e o diabo na terra do sol (Cia Provisória)

04/10 (quinta-feira) – 18h30

Autor: Glauber Rocha

Diretor: Jefferson Almeida

A peça conta a dramática aventura de um homem que se perde entre um deus negro e um diabo louro, guiado por uma testemunha cega e perseguido pela morte. A saga do vaqueiro Manuel ganhou vida pelas geniais mãos, ideias e lentes de Glauber Rocha em 1964 e agora vai à cena com a direção de Jefferson Almeida e com os atores da Cia. Provisória.

FICHA TÉCNICA:

Diretor, ator e produtor: Jefferson Almeida / Ass. de direção, atriz, produtora: Tamires Nascimento / Figurinista: Arlete Rua, Thaís Boulanger / Diretor Musical: Renato Frazão / Elenco: Betho Guedes, Eduardo Bastos, Gugah Almeida, Hector Gomes, Henrique Juliano, Marcelo de Paula, Paula Sholl, Raphael Janeiro, Raphael Marins / Iluminador: Yuri David / Cenógrafo: Rodrigo Norões e Lia Farah / Visagista: Rodrigo Reinoso / Preparadora Vocal e Atriz: Laura Lagubcal

Duração: 70min | Classificação: 16 anos

 

– Oficina de Melodrama (Cia. Melodramática do Rio de Janeiro)

05/10 (sexta-feira) – 10h às 15h

A oficina trabalhará improvisação com jogos teatrais melodramáticos.

Ministrantes: Paulo Merísio

Capacidade de inscritos: 25

Classificação Etária: 16 anos

Paulo Merisio é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal Fluminense (1987) e em Artes Cênicas, habilitação Cenografia (1991). É mestre e doutor em Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Forma-se ator pela Escola de Teatro Martins Penna, em 1993. Atualmente é professor do Curso de Teatro e do Mestrado em Teatro da UniRio. Dirige desde 2002 o grupo Trupe de Truões, em Uberlândia, encenando os espetáculos: “Calle”, “Simbá, o Marujo”, “Rapunzel”, “Aladin”, e “Melodrama da Meia Noite”.

Necessária inscrição prévia* 

– Jovens Dramaturgos II

05/10 (sexta-feira) – 18h

O Concurso Jovens Dramaturgos, projeto criado em 2011 pela Assessoria de Cultura da Escola Sesc de Ensino Médio, objetiva incentivar a criação artística da juventude brasileira contemporânea, fomentar a produção de textos dramáticos escritos por jovens de 15 a 20 anos. O concurso se propõe a ser um campo de força, colaboração e desenvolvimento em torno da dramaturgia, acompanhando os elos de uma cadeia criativa que engloba criação, leitura pública, intercâmbio e publicação, indo um pouco adiante do simples concurso e seleção de textos e autores.

Os cinco autores selecionados tiveram seus textos publicados pela Incubadora Cultural, e neste dia, a Assessoria de Cultura convida para coquetel de lançamento da publicação e ciclo de leituras dramatizadas, dentro da programação do FEstA!

Necessária inscrição prévia* 

– Apresentação Nelson no Banco

06/10 (sábado) – 17h

“Nelson no Banco” é a apresentação do trabalho resultante do “Projeto Nelson Rodrigues no Banco”, uma série de encontros/debates acerca do dramaturgo Nelson Rodrigues e sua obra. Promovido pelo Banco de Textos do Espaço Cultural Escola SESC, o projeto mediou os encontros entre as companhias: Elettrone, Provisória e Entrou por uma porta, os quais foram enriquecidos com o ponto de vista de teóricos renomados. Tendo como produto final uma encenação com multiplicidade quanto ao olhar sobre as obras e imersa nas peculiaridades do dramaturgo.

 

– Melodrama da Meia-Noite (Cia. Melodramática do Rio de Janeiro)

06/10 (sábado) – 23h

Autor:  Criação Coletiva da Cia. Melodramática do Rio de Janeiro

Diretor: Paulo Merísio

Espetáculo de improvisação melodramática realizado pela Cia. Melodramática do Rio de Janeiro com direção de Paulo Merísio.

Bebês trocados, irmãos que se apaixonam, mortos que retornam para se vingar, revelações e muitas outras situações podem ser vistas no Melodrama da Meia Noite. O espetáculo foi concebido pelo diretor da companhia Paulo Merísio e está em sua quinta temporada nos palcos da UniRio.

O Melodrama da Meia Noite consiste em uma improvisação aberta ao público no qual os atores executam jogos teatrais baseados no melodrama.  O público também tem um papel importante no espetáculo, logo na entrada os espectadores recebem bolas de meia para jogar nos atores caso não gostem da improvisação. Eles também são avisados de que podem lançar moedas para o palco como elogio à interpretação. Há também regras no jogo e situações que levam alguns personagens a julgamento, decidido por voto do público.  O espetáculo foi criado a partir do Jogo proposto por Philipe Gaulier, da Ecole Philippe Gaulier.

 

Ficha Técnica:

Direção: Paulo Merisio / Atores: Fabíola Romano, Jean Cândido Brasileiro, Juliana Aquino, Helena Hamam, Leonardo Samarino, Martha Paiva, Renato de Sena, Virgínia Castellões e Wesley May / Produção: Jean Cândido Brasileiro, Juliana Aquino, Leonardo Samarino / Correalização: UNIRIO

Duração: 60min | Classificação:livre

 

– Feijoada + Samba

07/10 (domingo) – 12h

“Samba, eterno delírio do compositor que nasce da alma, sem pele, sem cor”; ritmo que arrepia cheio de energia carrega a história de um povo.

Se um dia fora marginalizado hoje é consagrado como uma das principais manifestações populares do Brasil. Nascido nos quintais e criado nas esquinas. Passado de pai pra filho o samba ganhou visibilidade, se desdobrou em samba de raiz, samba de enredo, samba soul, samba do crioulo doido, o negócio é sambar! E, aliás, onde tem batucada é certeza: tem um arroz branquinho, couve a mineira, farofa e aquela feijoada!

É nesse clima familiar de muita alegria e descontração que encerraremos o IV Festival Estudantil de Artes, ao som do tantã, do cavaco e do pandeiro, ao sabor da velha e boa feijoada, com a presença de malandros e mulatas, de corpo e de alma!

E roda boa, é roda cheia de gente, de gente diferente! Então vamos misturar o ziriguidum do Mafuá de Iaiá, grupo formado por amigos, músicos, cariocas, que valorizam o samba e boa Música Popular Brasileira, com a irreverente percussão dos alunos do Uzina (ESEM) e pra não deixar ninguém parado, majestosa bateria da Portela, Escola de samba tradicional do Rio de Janeiro.

Capacidade: 100 pessoas

Necessária inscrição prévia* 

As inscrições devem ser feitas através do e-mail: assessoriadeculturaesem@gmail.com. Para os espetáculos, envie seu nome completo e para as oficinas faça aqui o download: Oficina de Hip Hop e Oficina de Melodrama

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