Sugestão para uma melhor fruição do show do músico Geraldo Junior

SUGESTÃO PARA UMA MELHOR FRUIÇÃO DO SHOW DO MÚSICO GERALDO JÚNIOR

Antes:

Acessar o site:

http://www.geraldojunior.com.br/

http://www.myspace.com/geraldojuniorcariri

Ler o texto abaixo:

 

…Afirma a tradição que o Cariri era o território mítico de Badzé – o deus do fumo e civilizador do mundo. No principio era a Trindade: Badzé era o Grande – Pai. Poditã era o filho maior e Warakidzã (senhor do sonho), o filho menor…

A região do Cariri cearense é um oásis, o verde coração do semi-árido nordestino, com uma grande quantidade de grupos e mestres de cultura popular tradicional; Reisados, lapinhas, pastoris, bandas cabaçais, forró pé-de-serra, maracatu, coco, maneiro-pau, embolada e cantoria. Centro geográfico com eqüidistância para as principais capitais do Nordeste, desde meados do século XVII até os dias de hoje, continuam a chegar multidões sertanejas, em um fluxo constante, atraídas pela fertilidade e pela sagração do território como espaço mítico.

Rosemberg Cariry

O trabalho do cantor e compositor Geraldo Júnior desenvolve-se nesse contexto como um aglutinador das artes populares, utilizando elementos tradicionais como ferramenta para fundir e resignificar todas essas linguagens através de uma leitura contemporânea.

A misticidade que gira em torno do imaginário popular, é apresentada nos diversos aspectos que envolvem o espetáculo, performances munidas de figurino característico que representam suas tradições, lendas, folguedos, história e personagens locais.

Depois:

Aprofundar os gêneros musicais

COCO:

Dança tradicional do Nordeste e do Norte, cuja origem é discutida: há quem acredite que tenha vindo da África com os escravos, e há quem defenda ser ela o resultado do encontro entre as culturas negra e índia. Apesar de mais freqüente no litoral, o coco teria surgido no interior, provavelmente no Quilombo dos Palmares, a partir do ritmo em que os cocos eram quebrados para a retirada da amêndoa. A sua forma musical é cantada, com acompanhamento de um ganzá ou pandeiro e da batida dos pés. Também conhecido como samba, pagode ou zambê (quando é tocado no tambor de mesmo nome), o coco originalmente se dá em uma roda de dançadores e tocadores, que giram e batem palmas. A música começa com o tirador de coco (ou coqueiro), que puxa os versos, respondidos em seguida pelo coro. A forma é de estrofe-refrão, em compassos 2/4 ou 4/4.

Muitas são as variações do coco espalhadas pelo Nordeste: agalopado, bingolé, catolé, de roda (um dos mais primitivos), de praia, de zambê, de sertão, desafio, entre outros. Muitos deles caíram em desuso, por causa das influências culturais urbanas e da repressão das autoridades (há um grau de erotismo embutido nas danças), mas ainda são praticados nas festas juninas. Um dos cocos mais populares é o de embolada, que se caracteriza pelas curtas frases melódias repetidas várias vezes em cadência acelerada, com textos satíricos (quase sempre improvisados, em clima de desafio) onde o que importa é não perder a rima.

Um dos artistas mais célebres do coco foi o paraibano Jackson do Pandeiro, que começou acompanhando a mãe nos cocos tocando zabumba. Sua carreira fonográfica começou em 1953, em Recife, com o coco Sebastiana, o primeiro de muitos que viria a gravar, acabando por tornar o estilo (e tantos outros da música nordestina) conhecido no Sudeste. Mais tarde, nomes como Bezerra da Silva e Genival Lacerda também se valeriam do gênero. Celebrado por muitos dos artistas da MPB, como Gal Costa (que gravou Sebastiana), Gilberto Gil e Alceu Valença, o coco seria redescoberto nos anos 90 em Recife, pela via do mangue beat, através do trabalho de grupos como Chico Science & Nação Zumbi e Cascabulho. Eles chamaram a atenção para artistas recifenses contemporâneos, mais próximos da raiz musical, como Selma do Coco, Lia de Itamaracá e Zé Neguinho do Coco.

FONTE: UOL

MARACATU:

Para ordenar a administração dos negros trazidos como escravos para o Brasil a partir de 1538, os colonizadores portugueses incentivaram a instituição de reis e rainhas negros protegidos pelas irmandades de N.S. do Rosário e São Benedito. Os préstitos de coroação deram origem aos folguedos musicais do maracatu, informa o historiador Leonardo Dantas Silva em seu ensaio Maracatu: presença da África no carnaval do Recife, publicado em 1988 pelo Centro de Estudos Folclóricos da Fundação Joaquim Nabuco. O desaparecimento da instituição do rei do Congo (Muchino Riá Congo) com a abolição da escravatura levou o maracatu a desfilar seus batuques e danças nos dias dos Santos Reis, nas festas de Nossa Senhora do Rosário e no carnaval.

O historiador Pereira da Costa (Folk-lore pernambucano, Recife 1908) citado por Dantas Silva, descreve a suntuosidade das seculares nações do maracatu como a Cambinda Velha, que antecipa o luxo das escolas de samba: “O estandarte de veludo era bordado a ouro como as vestes dos reis e dignatários da corte, todos de luva de pelica branca e finos calçados”. Nas sedes das agremiações como Nação Elefante (de 1800), Leão Coroado (1863), Estrela Brilhante (1910), Indiano (1949) e Cambinda Estrela (1953) havia até trono com dossel para assento dos monarcas.

Através de pesquisas de campo realizadas entre 1949 e 1952 reunidas no livro Maracatus do Recife (Irmãos Vitale, 2ª edição, 1980) o maestro Guerra-Peixe decupou as camadas da percussão do setor: “o tarol anuncia levemente um ritmo rufado, intercalado de pausas. Quase no mesmo instante, o gonguê (agogô) entra na cadência antecedendo as caixas de guerra. O tarol já passou do esquema inicial às variações quando entram os zabumbas. O marcante acrescenta espaçados e violentos baques (sinônimo de toques, daí o baque solto e baque virado). O meião segue o toque do marcante e por fim os repiques aumentam a intensidade do conjunto”. Esta cadência, da qual se aproxima o coco alagoano, sempre fascinou tanto compositores eruditos como Guerra Peixe e Marlos Nobre quanto os autores populares conterrâneos como o frevista Capiba (Maracatu ElefanteCadê os Guerreiros?, É de Tororó), Irmãos Valença e o poeta Ascenso Ferreira, além de recriadores do folclore como a paulista Inezita Barroso e o armorial Antonio Nóbrega.

Marcas na MPB
Numa breve estadia no Recife, o baiano Dorival Caymmi, em 1945, criou o épico Dora (“rainha do frevo e do maracatu/ ninguém requebra nem dança melhor do que tu”). Os Trigêmeos Vocalistas, um dos inúmeros grupos vocais dos anos 40/50 também gravaram maracatus como o sambista carioca Jamelão. Ao lançar-se em pleno bunker da bossa nova, o Beco das Garrafas, em 1963 o carioca Jorge Ben no abre-alas Mas Que Nada cantava seu samba “misto de maracatu”, um samba de preto (ban)tu. Em 1973, Gilberto Gil estourou nas paradas com o single Maracatu Atômico, da dupla Jorge Mautner e Nelson Jacobina.

Da geração 70 dos nordestinos emigrados para o sul, Alceu Valença foi o que mais utilizou o gênero puro ou estilizado. Em Cavalo de Pau (1982) musicou o poema Maracatu (“zabumbas de bombos/ estouros de bombas/ batuques de ingonos/ cantigas de banzo/ rangir de ganzás”) de Ascenso Ferreira e chegou a denominar um de seus discos Maracatus, Batuques e Ladeiras (1994). O gênero transfigurado por Egberto Gismonti em Maracatu, incluído em seu disco Alma (1986) e nas miscigenações do armorial de vanguarda Antúlio Madureira (Maracatu Indiano) mereceu abordagem quase didática da dupla pernambucana Lenine e Lula Queiroga no LP Baque Solto (1983). Mas foi com o movimento mangue beat – uma busca de revitalizar as raízes locais através da ótica eletrônica – que Chico Science & Nação Zumbi colocaram o estilo no centro do palco.

Até o ancestral maracatu rural dos cortadores de cana voltou ao foco reunindo 75 grupos na cidade Tabajara, em Olinda no carnaval de 2000. No ano anterior, o fotógrafo Pedro Ribeiro e a professora Maria Lúcia Montes, da USP, estudaram as agremiações formadas por lanceiros, calungas, tuxaus (referência aos pajés, com cocares) e baianas no livro Maracatu de baque solto (Editora Quatro Imagens). Grupos como o ortodoxo Maracatu Nação Pernambuco, gravado em CD pela Velas em 1993, pelo produtor J.C. Botezelli, o Pelão e o progressivo Mestre Ambrósio, propagam o maracatu. A invenção dos escravos – que tiveram um “governador dos crioulos, negros e mulatos”, Henrique Dias, nomeado em 1639, pelos portugueses – hoje pontua da muralha percussiva do carioca Pedro Luís e a Parede ao sobrevôos eletrônicos de Lenine.

FONTE: UOL

FORRÓ PÉ DE SERRA:

O forró é o estilo de música que mais cresce no País atualmente. Existem casas especializadas em forró e uma verdadeira indústria fonográfica explorando o ritmo em todo o País. Em São Paulo é uma febre. Mas a colocação de DJs e outros ritmos destoam bastante do autêntico forró, arrastado do baião e do xaxado. Inevitavelmente, o forró tem também várias vertentes: o forró cearense, o eletrônico, universitário. Mas somente um tem passado pelo tempo incólume e sem riscos: o pé-de-serra, formado por conjuntos de três ou cinco integrantes.
O nome forró é tido como derivado da palavra inglesa For All, que significa “para todos” em inglês. Os colonizadores europeus – principalmente os ingleses que construíram as linhas férreas do interior – trouxeram para o Brasil esta festa e a realizavam seguindo a tradição todos os anos no período de colheita das safras. No Nordeste, as danças desta festa eram bem parecidas com as atuais quadrilhas, onde se formava um grande círculo com os participantes e estes ficavam por muito tempo comemorando a boa colheita nos campos, após vários anos e com a presença dos camponeses que haviam sido encontrados no Brasil esta festa passou por um grande e demorado processo de mudança, chegando ao atualmente conhecido forró pé-de-serra.
O forró Pé-de-Serra, no Brasil e Nordeste, teve como principal representante Luiz Gonzaga, o Rei do Baião como era mais conhecido. Associado à música, a rica poesia de Catulo da Paixão Cearense, Patativa do Assaré, Lourival batista, Job Patriota, Zé Limeira da Paraíba e todos os contemporâneos forrozeiros que fazem a eterna cena do forró nordestino do pé-da-serra, novos compositores não se rendem a modismos e compõem o forró por pura identificação artística.
O forró é o ritmo mais escutado nas rádios do Nordeste, e há algum tempo vem conquistando a população das grandes capitais brasileiras, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde vários clubes e boites trazem como atração principal bandas de forró pé-de-serra e de forró eletrônico, descaracterizando um pouco a cultura, mas levando-a aos quatro ventos.

FONTE: http://www.saladereboco.com.br

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