Manual de fruição para o show de Truvinca & Grupo (24/agosto)

SUGESTÕES PARA UMA MELHOR FRUIÇÃO DA APRESENTAÇÃO DO ARTISTA TRUVINCA & GRUPO:

ANTES:

Ler os textos abaixo:

 

SONORA BRASIL

 

Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais é um projeto temático que tem como objetivo desenvolver programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil.

Pela primeira vez, em sua 14ª edição, o projeto apresenta dois temas – Sotaques do Fole e Sagrados Mistérios: vozes do Brasil – que serão desenvolvidos no biênio 2011/2012, com a participação de quatro grupos em cada tema.

 

Em 2011, o primeiro tema circula pelos estados das regiões Sul e Sudeste, enquanto o segundo segue pelos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em 2012, na 15ª edição, procede-se a inversão para que os grupos concluam o circuito nacional. Com essa nova metodologia, o projeto passa a ter um planejamento bienal, contando com a participação de oito grupos, em circuitos com duração de aproximadamente 70 dias em cada ano.

 

 

SOTAQUES DO FOLE

 

Sotaques do Fole apresenta o acordeão em suas variantes regionais ligadas à tradição oral, trazendo a gaita-ponto, com o músico Gilberto Monteiro (RS), a sanfona de oito baixos, com o músico Truvinca (PE), e o acordeão de 120 baixos, com Dino Rocha (MS). Fazendo um contraponto com a tradição oral, o projeto traz o duo de acordeões Ferragutti/Kramer, que apresenta composições modernas e contemporâneas relacionadas à música de concerto e a outras formas ligadas à vertente acadêmica. Sagrados Mistérios: vozes do Brasil apresenta repertório da música vocal presente nas festividades populares em devoção às entidades religiosas, trazendo os cânticos das Caixeiras do Divino (MA), da Comitiva de São Benedito da Marujada de Bragança (PA) e da Banda de Congo Panela de Barro (ES). Representando a música de concerto, o Quarteto Colonial (RJ) apresenta repertório composto pelos mestres de capela para o ofício religioso da igreja católica e a obra de compositores modernos e contemporâneos inspirada nesse universo. Em cumprimento à sua missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra de fundamentação artística não comercial, o Sonora Brasil consolida-se como o maior projeto de circulação musical do país. Em 2011, são 420 concertos, em 110 cidades, a maioria distante dos grandes centros urbanos. A ação possibilita às populações o contato com a qualidade e a diversidade da música brasileira e contribui de forma significativa para o conjunto de ações desenvolvidas pelo SESC visando à formação de plateia. Para os músicos, propicia uma experiência ímpar, colocando-os em condição privilegiada para a difusão de seus trabalhos e, consequentemente, estimulando suas carreiras.

 

O projeto Sonora Brasil busca despertar no público um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão de música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico, que valorizam a pureza do som e a qualidade das obras e de seus intérpretes.

 

 

TEXTO SOBRE O ACORDEON

 

“O fole serve para isso, para alterar a vida dos sons. Para transformá-los no que se sente e no que se tem dentro da alma. É um instrumento, uma ferramenta para chegar a Deus. E como chegar a Deus não sendo alma, pureza de espírito, energia? Então, este instrumento pode ser tão triste assim ou tão alegre”.  Antonio Tarrago Ros, Compositor e intérprete de chamamés, Buenos Aires, Argentina(RAÍZES, 2008).

 

O Sotaques do Fole traz o som do acordeão – também conhecido como sanfona, gaita, harmônica e fisarmônica, de acordo com a região. Com precursores que remetem à antiguidade chinesa, o instrumento ganhou ainda o fole e foi utilizado por vários povos, como os gregos, romanos e germânicos. Após passar por diversas culturas e adaptações, o acordeão é hoje um símbolo da diversidade musical brasileira. Quando os sanfoneiros tocam, os instrumentos exprimem a alma do povo no sopro, exaltando a alegria de cada região.

 

O acordeão é o símbolo da cultura musical de cada região. Há a gaita-ponto do músico Gilberto Monteiro (Rio Grande do Sul), a sanfona de oito baixos, do músico Truvinca (Pernambuco), e o acordeão de 120 baixos, de Dino Rocha (Mato Grosso do Sul). Com variantes regionais que valorizam a tradição oral, o projeto apresenta ainda o duo de acordeões Ferragutti/Kramer, com composições modernas e contemporâneas da música de concerto.

 

A sanfona de oito baixos é um dos instrumentos mais identificados com a cultura

nordestina, onde também é conhecida, entre outros nomes, como pé-de-bode. O

instrumento está diretamente relacionado à tradição oral e sua afinação, conhecida

como afinação transportada, teve sua forma original diatônica modificada ao

longo do tempo a partir da ação dos próprios músicos, que buscavam ampliar suas

possibilidades melódicas. A carência de pesquisas deixa muitas dúvidas sobre a

história do instrumento na região Nordeste, mas estima-se que sua chegada tenha

ocorrido ainda no século XIX, com os imigrantes portugueses.

 

Nos estados dessa região, além de grandes instrumentistas como Arlindo dos Oito

Baixos, Zezinho Calixto, Camarão e outros, são encontradas várias “orquestras

sanfônicas” reunindo grande número de sanfoneiros para apresentações em eventos

dos mais variados. Esses grupos normalmente realizam repertórios de músicas

consagradas no meio popular e seus integrantes são músicos que não desenvolvem

carreira solo de grande repercussão, mas cumprem importante papel no processo de

valorização e divulgação do instrumento. No entanto, a música de tradição que

formou as bases da cultura musical da região está presente na prática dos grandes

mestres da sanfona que, distantes do estrelato, mantêm vivo esse repertório.

Heleno Pereira dos Santos, o Truvinca, é um desses grandes mestres que compreende a importância da preservação e difusão do repertório tradicional tão representativo

do desenvolvimento da música nordestina, mas é ainda pouco conhecido. Com sua

técnica apurada e domínio pleno do repertório, empenha-se em manter um estilo

interpretativo, fiel às formas originais. Truvinca viveu duas décadas no Rio de

Janeiro, trabalhando durante o dia em empregos formais e dedicando suas noites ao

ofício de sanfoneiro. Ele se apresenta no Sonora Brasil acompanhado de Alex da

Zabumba e Paulinho do Triângulo, uma formação tipicamente nordestina.

 

FONTE: http://www.sesc.com.br/sonorabrasil

 

DEPOIS:

Assistir ao filme “Milagre de Santa Luzia”

http://www.omilagredesantaluzia.com.br/

 

Pesquisar os seguintes artistas brasileiros,  ícones da sanfona:

Luiz Gonzaga:

http://www.luizluagonzaga.mus.br

Dominguinhos:

http://www.dominguinhos.art.br

Sivuca:

http://www.biscoitofino.com.br/bf/art_cada.php?id=93

Hermeto Pascoal:

http://www.hermetopascoal.com.br/

 

Vídeo de sanfoneiros no prêmio Tim de música brasileira 2008

http://www.youtube.com/watch?v=QbzHsfQc7y0&feature=related

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