Manual de fruição – Cineclube: samba e bossa nova

Sugestões para uma melhor fruição da seleção de curtas SAMBA E BOSSA NOVA: MÚSICA DO BRASIL

SINOPSE DA SELEÇÃO DE CURTAS

Quem faz a música popular brasileira? São poetas, malandros, guerreiros, amantes, palhaços e colombinas. Saem dos cortiços, morros e arranha-céus, chegam de jangada nas praias, comem mocotó e feijoada, desembarcam no aeroporto de Paris. Os sete documentários reunidos nesta compilação mostram o dia-a-dia, as apresentações, gravações e entrevistas em deliciosos registros dessa grande paixão brasileira. A seleção de curtas parte do samba de Pixinguinha, Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, passando por Martinho da Vila e João Nogueira, com um breque na bossa nova de João Gilberto, avança até a MPB de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Nara Leão e Jards Macalé. Um programa para ver cantando e entoar: “Venha a mim, oh, música”!

ANTES:

  1. 1.       Ler os textos abaixo:

O que é e o que não é MPB

Por definição, toda música popular produzida no Brasil é música popular brasileira. Assim, toda obra musical criada por compositores populares desde a música gauchesca do sul, a música sertaneja do sudeste, o samba e o pagode das grandes cidades e favelas, o baião, o axé e o forró nordestinos, a música de raízes indígenas do centro-oeste e do norte e também o rap, o pop-rock, o funk e a dance music nacionais das baladas deve ser considerada música popular brasileira.

No entanto, a sigla MPB parece não ter o mesmo significado do que sugerem as iniciais da expressão música popular brasileira. Com efeito, se hoje um anúncio divulgar que em determinada data, hora e local haverá um show de MPB, ninguém vai imaginar que ali haverá apresentação de música sertaneja, forró ou pagode, ainda que esses gêneros sejam genuinamente brasileiros. Para entender um pouco essa problemática, vejamos como nasceu a expressão e a sigla.

A SIGLA – A concepção de música popular brasileira apareceu no Rio de Janeiro em meados dos anos 60 entre músicos, literatos, atores e intelectuais de esquerda (grupo de oposição política ao governo daquela época), alguns vindos do CPC – Centro Popular de Cultura, fundado em 1961 por estudantes ligados à UNE – União Nacional de Estudantes e fechado em 1964 com o golpe militar.

Havia entre esses estudantes um grupo de quatro rapazes que se conheceram em 1963 e formaram, em Niterói, o grupo músico-vocal Quarteto do CPC. No ano seguinte, com o advento do golpe militar e a conseqüente proscrição da UNE e do CPC, o grupo mudou o nome para MPB-4. Aquiles Rique Reis, membro do quarteto, acredita que esta foi a primeira vez que a sigla MPB foi usada.

Aqueles músicos, literatos, atores e intelectuais de esquerda que haviam arquitetado a concepção de música popular brasileira acabou também por adotar a sigla, que revelava a perspectiva que orientava aqueles intelectuais e que se caracterizava por criar uma linguagem artística compatível com os ideais de brasilidade, em oposição ao que era considerado como o avanço da interferência estrangeira em nossa cultura.

Essa concepção era alicerçada nas manifestações culturais dos segmentos populares. Assim, o desenvolvimento da MPB deveria utilizar elementos considerados populares e nacionais.

Os músicos e compositores ligados ao momento da criação da MPB, como Chico Buarque e Edu Lobo, geralmente pertenciam a uma classe média intelectualizada e politizada.

FONTE: http://www.edgarnascimento.mus.br/art70321.htm

BREVE APRESENTAÇÃO DE ALGUNS COMPOSITORES RETRATADOS NOS CURTAS

PIXINGUINHA:  Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha, (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973) foi um flautista, saxofonista, compositor, e arranjador brasileiro, autor de canções como “Carinhoso” e “Lamento”.Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro (gênero considerado o primeiro da música popular urbana brasileira) encontrasse uma forma musical definitiva.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pixinguinha

NOEL ROSA: Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil, autor de canções como “Com que roupa?” e “Feitiço da vila”. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no “asfalto”, ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época – fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Noel_rosa

HEITOR DOS PRAZERES: Heitor dos Prazeres (Rio de Janeiro, 23 de setembro de 1898 — Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1966) foi um compositor, cantor e pintor autodidata brasileiro. Compôs seu maior sucesso, Pierrô Apaixonado, em parceria com Noel Rosa. Nos anos 20, Heitor dos Prazeres foi um dos fundadores da escola de samba que mais tarde chamou-se GRES Portela, primeira vencedora num concurso entre escolas em 1929, com sua composição Não Adianta Chorar. Heitor dos Prazeres adotou a pintura como hábito após a morte da esposa. Nas artes plásticas, Heitor dos Prazeres teve seu trabalho reconhecido no Brasil e no exterior, com obras presentes em numerosas exposições.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Heitor_dos_prazeres

JOÃO NOGUEIRA: João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — Rio de Janeiro, 5 de junho de 2000) foi um cantor e compositor brasileiro. Desde o início de sua carreira ficou conhecido pelo suingue característico de seus sambas. É pai do também cantor e compositor Diogo Nogueira.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Nogueira

MARTINHO DA VILA: Embora internacionalmente conhecido como sambista, com várias composições gravadas no exterior, Martinho da Vila é um legítimo representante da MPB e compositor eclético, tendo trabalhado com o folclore e criado músicas dos mais variados ritmos brasileiros, tais como ciranda, frevo, samba de roda, capoeira, bossa nova, calango, samba-enredo, toada e sambas africanos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_da_vila

  1. 2.       Ver vídeos no “youtube”

 

DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM PRODUZIDO POR OCASIÃO DO NASCIMENTO DE NOEL ROSA

http://www.youtube.com/watch?v=Hzi7nDoGWXc

DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM DE 1969 SOBRE PIXINGUINHA

http://www.youtube.com/watch?v=9GORmbtsKC0

DOCUMENTÁRIO “MEMÓRIAS”, SOBRE PIXINGUINHA

http://www.youtube.com/watch?v=hOc5Iz-LI98

TRECHO DO DOCUMENTÁRIO “A HISTÓRIADO SAMBA” SOBRE HEITOR DOS PRAZERES

http://www.youtube.com/watch?v=odbwWxIzAlY

DOCUMENTÁRIO SOBRE MARTINHO DA VILA EM CINCO PARTES

http://www.youtube.com/watch?v=e2oj6m5Rdcs

http://www.youtube.com/watch?v=LfNidqfwV4k

http://www.youtube.com/watch?v=w2a7joCSW2k

http://www.youtube.com/watch?v=f9mbbZY-HhM

http://www.youtube.com/watch?v=J8dy8PaAxm0

ESPECIAL DA GLOBO NEWS SOBRE ARY BARROSO DIVIDIDO EM TRÊS PARTES

http://www.youtube.com/watch?v=ldRmdcRhcDE

http://www.youtube.com/watch?v=DKuJnWOn6G4

http://www.youtube.com/watch?v=B8aSISffAAQ

VIDEO MUSICAL

João Nogueira

http://www.youtube.com/watch?v=dXNKCt3FyCo

DESENHO ANIMADO “AQUARELA DO BRASIL”, DE WALT DISNEY, INSPIRADO NA CANÇÃO DE ARY BARROSO

http://www.youtube.com/watch?v=_mQHr8bAojU

DEPOIS :

  1. Leitura indicada para aprofundamento do tema:

 

O livro de ouro da MPB:  a história da nossa música popular de sua origem até hoje

Autor: Ricardo Cravo Albin

Rio de Janeiro: Ediouro, 2003

 

Considerada um apanhado da memória musical brasileira, esta obra tem início nos primórdios do nosso país, com o nascimento da nossa música popular, na época das polcas e modinhas. De informações do século XVII até os tempos atuais, realiza um retrato do Brasil musical, passando pelo período em que os músicos eram alvos de discriminações e preconceito, sendo tratados muitas vezes como bandidos e misturando o relato com informações políticas e sociais, que normalmente estão presentes, direta ou indiretamente, na MPB.

 

 

 

  1. 2.       Assistir aos filmes:

Cartola, música para os olhos, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=DyXmDrfIWbI

Paulinho da viola, meu tempo é hoje

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=44K8JeA4Q8s

O mistério do samba, de Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=CnOArGfIR0c

Palavra (En)cantada, de Helena Soldberg

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=Qh5DpDTI6K4

Os filmes indicados são documentários longa-metragem que tratam da obra de artistas não retratados nos curtas, como Cartola, Paulinho da Viola e a Jovem Guarda da Portela. Já o último filme, “Palavra (En)cantada” , aborda  o valor literário da letra na canção brasileira.

 

Anúncios
Esse post foi publicado em Escola vai ao Teatro, Manual de Fruição e marcado , , , , . Guardar link permanente.