Sugestões para fruição do espetáculo 9 + 1 – Cia Urbana de Dança

Release: 9 + 1, com a Cia Urbana de Dança – Dir. Sonia Destri

A soma é líquida e certa: 9 + 1 é o novo espetáculo da Cia Urbana de Dança que comemora em cena seu quinto ano de intenso e bem-sucedido trabalho como poderá ser conferido dia 27 de maio no Teatro Escola SESC. Cabala à parte, nove é o número de dançarinos que continua a promover uma tradução ímpar do legítimo hip hop urbano em trânsito aberto com a dança contemporânea.  A coreógrafa Sonia Destri é a unidade complementar que continua a investigar as possibilidades do movimento surgido nas ruas das metrópoles, como caminho natural desde 2005 quando estreou Ziriguidum e, mais adiante, também as coreografias Batalha urbana e Suíte Funk que já rodaram a Europa. Aliás, foi na França que 9 + 1 apresentou os primeiros passos, então sob o título de Identidades, incendiando a plateia do Hangar 23, em Rouen, e do Festival Hoptimum este ano.

9 + 1 surgiu da vontade de pensar em nova sonoridade e nova movimentação. Ou melhor, continuar usando a movimentação urbana como meio e não como resultado final. Os dançarinos da Companhia Urbana de Dança se afirmam como sujeitos a partir de suas trajetórias como afro-latinos, brasileiros e jovens, vindos das periferias da cidade do Rio de Janeiro. Cada um deles me trouxe uma leitura particular de movimento e chegamos a este resultado que tem encantado platéias por onde passamos até agora”.

Ficha Técnica:

Direção e dancing designer: Sonia Destri

Dançarinos: Tiago Sousa, Miguel Fernadez, Andre Virgilio, Cleyton Hilario,Filipe Oliveira, Johhny Brito , Leo Galvao, Raphael Russier e Junior.

Trilha musical: Rodrigo Marçal

Assistente de produção: Andre Virgilio

Assistente de coreografia: Rapahel Russier e Miguel Fernandez

Ações prévias:

  • Ler o seguinte texto, com o objetivo de introduzir os alunos ao estilo hip hop que será a modalidade principal do espetáculo.

Em termos históricos, o hip hop surgiu como experiência cultural juvenil relacionada às transformações socioeconômicas que atingiram a juventude no bairro Bronx de Nova-iorque a partir da década de 70. O termo hip hop segundo Afrika Bambaataa, teria sido criado por um Dj chamado Levebug Starki, ele o utilizava com o propósito de estimular o público a mover o corpo durante as festas que aconteciam no South Bronx, “hip” seria mover os quadris e “hop” saltar. Em um segundo momento, o termo passou a definir: “um conjunto de atitudes, gestos, linguagens e formas estilizadas de se vestir associadas”; ao que foi batizado como Cultura hip hop. Seus principais pilares são o MC (Rapper), o DJ, o Grafitti e a Breakdance ou Danças de Rua.

 

Autor: Vanilton Lakka

Fonte: http://www.conexaodanca.art.br/imagens/textos/artigos/Da%20Dan%E7a%20de%20Rua%20%E0%20Dan%E7a%20Contempor%E2nea.htm

  • Assistir o vídeo do espetáculo Suite Funk da Cia. Urbana de Dança, para ambientar os espectadores com a linguagem da companhia.

http://youtu.be/Si2GGyvdIbc

  • Assistir ao filme No balanço do amor (2001) que trata da dança em questão.

Sinopse:

Sara (Julia Stiles) vive numa cidade pequena com um grande sonho: tornar-se bailarina de nível internacional. Mas quando sua mãe morre de repente, ela precisa abandonar seus planos e morar com o pai (Terry Kinney) na hostil região sul de Chicago. Uma garota branca num lugar predominantemente de negros, Sara sente-se deslocada, até que faz amizade com Chenílle (Kerry Washington), uma colega de classe, e seu belo irmão, Derek (Sean Patrick Thomas) um jovem apaixonado pelo hip-hop e pela vida. Surge uma atração entre Sara e Derek, e a paixão de ambos pela dança leva-os ao namoro. Com uma química inquestionável entre ambos, só podiam mesmo entregar-se a este ritmo.

Título original: Save The Last Dance

Gênero: Romance

Direção: Thomas Carter

Ano: 2001

País de origem: EUA

Ações posteriores:

  • Assistir ao filme Street Dance (2010), que exibe a diferença entre o street dance e a dança clássica, representado pelo Ballet.

Sinopse:

Tendo como objetivo vencer um concurso de street dance, uma equipe se vê forçada a ensaiar com bailarinos da Escola Real de Dança, em troca da utilização do espaço para treinarem. Mas as diferenças não vão se restringir ao estilo de cada um.

Título original: Street Dance

Duração: 98 minutos (1 hora e 38 minutos)

Gênero: Aventura

Direção: Jane English

Ano: 2010

País de origem: REINO UNIDO

  • Ler o artigo:

Dança e Informalidade: Os adeptos da Dança de Rua e sua motivação para a transmissão de saberes construídos socialmente

Por: 1Wanessa Borges e 2William S. Cajú

Dança de Rua ou Street Dance, advinda da cultura negra norte americana se espalhou por todo mundo, conquistando públicos de diversos níveis nas últimas décadas.
Embora, atualmente, esta modalidade artística não seja reconhecida como uma dança técnica, por falta de uma metodologia sistemática de ensino, vários profissionais a tem utilizado em suas práticas em projetos sociais, academias, estúdios e escolas de dança, dentre outras. Porém, são nos festivais de dança e programas de televisão que grupos independentes demonstram sua criatividade e desempenho.
A dança de rua desde sua origem construiu sua identidade como uma reação aos preconceitos culturais e sociais imbricados na mente humana e foi transmitida por diversos adeptos socialmente através dos anos. Por mais que procuremos entender os reais motivos que levam diversos profissionais a praticar esta modalidade mesmo em condições precárias, muitas vezes pela dificuldade de apoio, não conseguimos encontrar uma resposta coerente e que explique como se dá este fenômeno.

Muitos profissionais dizem que praticam esta modalidade pelo simples fato de levar conhecimento ao publico. Trata-se de uma resposta que é sempre vinculada por uma necessidade interior e que ainda escapa das análises. São, quase sempre, necessidades de amparo, defesa, conquistas, comunicação ou formas de expressar os sentimentos: desejos, respeito, pesares, afeto.

Os motivos que levam muitos dançarinos e coreógrafos de dança de rua a continuar desenvolvendo suas práticas geralmente são pelo amor à arte que, quase sempre, serve como um meio expressivo de exteriorizar suas emoções e sentimentos. Estar no palco e apresentar seus trabalhos coreográficos significa “poder”, liderança, status! Algo que somente quem dança sente. É um inexplicável desejo de se superar.
A emoção de apresentar-se para um grande público ou de dançar sincronizado ao som das batidas envolventes de uma boa musica Black, constitui também um grande fator motivador.

Procurar entender o que nos leva a difundir a dança de rua pelos quatro cantos do país frente a tantas dificuldades sociais é superficial. Porém, a cada obstáculo, sabemos dar a volta por cima e com esta força interior que nos impulsiona a ir sempre à diante, continuamos  construindo a história da dança de rua no Brasil.

1Wanessa Borges é educadora física formada pelo Centro Universitário Planalto do Araxá/MG – Diretora e coreógrafa da Cia. de Dança UNIARAXÁ – E-Mail: wanessa@uniaraxa.edu.br
2William S. Cajú é Psicólogo, especialista em Gestão de Projetos. Diretor e Coreógrafo da Cia. Dança de Rua pela Vida – Taquaritinga/SP. Pesquisador em Dança/Educação. Membro do International Dance Council – CID/ UNESCO – E-Mail: williamscaju@yahoo.com.br 

Fonte: http://www.conexaodanca.art.br/imagens/textos/artigos/Dan%C3%A7a%20e%20informalidade.html

  • Ler o livro “Acorda Hip Hop!”

Resumo:

O hip hop está presente na maioria dos municípios brasileiros através da dança, das artes plásticas, da música, da poesia e de sua política de inclusão social. Até hoje, esse movimento, que se manifesta, sobretudo nas periferias, permanece incompreendido por boa parte dos brasileiros.

Finalmente, temos um livro que não apenas conta a história do hip-hop numa linguagem simples e concisa, mas o atesta como uma das expressões artístico-sociais mais sólidas e abrangentes da História.

TÍTULO: ACORDA HIP HOP!

AUTOR: SERGIO JOSE DE MACHADO LEAL

ISBN: 8586579998

ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2007

COLEÇÃO: TRAMAS URBANAS

  • Ler o artigo sobre a moda no Hip hop:

A moda hip-hop

A moda é volúvel – estilos vêm e vão em um piscar de olhos. A moda do hip hop não é exceção. No começo, os DJs eram os líderes do estilo no hip-hop. Muitos se inspiravam na moda que viam nas discotecas, enquanto outros desenvolveram estilos próprios. Enquanto os grafites e o break se uniram com a música para criar os primórdios de um movimento cultural, os olhos começaram a se voltar aos MCs e aos dançarinos de break.

No começo, a maior parte dos dançarinos de break se vestia de maneira prática e confortável. Calças largas (ocasionalmente com suspensórios), tênis confortáveis (com os cadarços geralmente desamarrados) e camisetas coloridas (combinadas às dos demais membros da equipe de dança) era o padrão na costa leste dos Estados Unidos. Enquanto isso, roupas de inspiração militar com calças largas (de novo, ocasionalmente usadas com suspensórios) e botas de amarrar eram populares com alguns dançarinos na costa oeste.

Quando o Run DMC, uma banda de hip hop, chegou ao cenário, trouxe um look que seria, ao menos em parte, imitado por muitos anos: calças e jaquetas de couro preto, chapéus pretos, grandes correntes e tênis Adidas. Com o tempo, tudo isso foi substituído por trajes esportivos de nylon e algodão, ainda acompanhados por jóias pesadas. O conjunto era muitas vezes completado por um boné de beisebol ou chapéu e por um par de tênis. Roupas de inspiração africana também ganharam popularidade. Os trajes de Gana apareceram em quase todo tipo de tecido, vermelho, amarelo, preto e verde eram as cores da moda. Chapéus (e às vezes outras peças de roupa) eram usados ao contrário. Uniformes de basquete eram usados sobre camisetas, com jeans tão largos que formavam uma espécie de poça de tecido que só ficava presa ao corpo por estar segura ao topo de botas.

Quando os anos 90 chegaram ao fim, roupas de tamanho exagerado continuavam a ser o estilo dominante, na forma de jeans ou das chamadas cargo pants. O estilo gangsta de usar calças, com a cintura baixa a ponto de mostrar a roupa de baixo, persiste ainda hoje. Os chapéus Kangol e os bonés de beisebol continuam em uso, e juntou-se a eles o uso de lenços de cabeça, suposta influência das prisões.
As roupas em estilo gangsta não eram o único item básico do hip hop nos anos 90. A tendência de privilegiar as marcas famosas continua forte hoje. Algumas das marcas de mais destaque nas listas de compras são Baby Phat, Carhartt, Converse, Dickies, Ecko e Ecko Red, Fubu, G-unit, Lacoste, Phat Farm, Reebok, Rocawear, Sean John e Von Dutch.

Algumas delas não começaram na indústria da moda – surgiram da indústria do hip hop. A mais antiga provavelmente é a Phat Farm, de Russell Simmons. O patrimônio do magnata original do hip hop é avaliado em US$ 325 milhões. Jay-Z vendeu a Rocawear por US$ 204 milhões e adquiriu outra linha de roupas, a Artful Dodger, por US$ 15 milhões.
As roupas não são o único negócio associado ao hip-hop. Os acessórios – especialmente jóias – também são fonte de renda. Muito antes que o termo bling bling (ou bling) [referente ao barulho que os vários cordões fazem ao bater um no outro] fosse cunhado, Kurtis Blow já prestigiava o ouro ao usar diversas correntes, algumas delas portando imensos medalhões. O Run DMC e outros grupos levaram a tendência um passo adiante e adotaram ouro ainda mais denso, com correntes incrivelmente grossas que pareciam cordas. Com o tempo, as jóias se tornaram mais elaboradas e o ouro deu lugar à platina – da variedade conhecida como iced-out, ou incrustada de diamantes.
Há jóias para quase todas as partes do corpo. Correntes de barriga podem complementar os anéis de umbigo. Até mesmo dentes podem ser revestidos de ouro ou platina. Enquanto alguns dos artistas originais de hip hop optavam por simples dentes de ouro, os astros atuais podem brilhar mais com uma grill (grade) de metal cintilante nos dentes.

Autor: Tracy Wilson

Fonte: http://lazer.hsw.uol.com.br/hip-hop7.htm

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